terça-feira, 6 de julho de 2010

Zena Caffè IV (Márcio)

Já falei bem do Zena aqui e havia prometido não falar novamente salvo alguma atualização.

Atualização:

O atendimento e o ambiente continuam os mesmos: agradáveis e simpáticos. Já o nhoque, que tanto me encantara na primeira visita e em outras duas ocasiões, não. 
O Gnocchi Zena (al Pomodoro con Fonduta di Stracchino), à primeira vista estava perfeitamente igual aos outros Gnocchis Zena. Contudo à primeira prova, já se notava a diferença: mais massudo, firme e sem muito gosto de batata. Ou seja, assim como outros tantos que se encontram por aí.
Vale a pena ressaltar que foi apenas uma visita e que pode ter sido uma  infelicidade da pessoa que o preparou no dia, mas confesso que constatei com decepção a alteração. 

Pedi também:
Coniglio alla Ligure (R$42,5) - Com azeitonas pretas, acompanhado de nhoque -  O prato estava muito bonito, o nhoque na mesma consistência do Gnocchi Zena do dia, e o coelho desmanchando do osso mas bem seco. O molho do coelho era forte e gostoso, potencializado pelas azeitonas pretas.

É claro que não deixarei de voltar ao Zena por essa visita. Mas se trata de um porém.

Posts anteriores sobre o Zena, aqui.

Zena Caffè
Rua Peixoto Gomide , 1901 - Jardins
Tel: 11 3081-2158

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Templo da Carne - Bassi (Márcio)

Do auto-proclamado criador do corte Fraldinha (um dos meus preferidos) e açouguero de origem, Marcos Guardabassi, o restaurante Templo da Carne, antigo Bassi, mantém a mesma boa forma desde a minha primeira visita há uns 4 anos.
Não é barato, mas o preço é muito bom! Principalmente levando em conta a qualidade da carne e do preparo. Diria ser cerca de 60% do preço de casas mais "nobres" como o Rubaiyat e Dinho's place. Para se ter uma idéia, nessa visita, 4 pessoas (2 homens e 2 mulheres) comeram quase até explodir e gastaram R$85,00 por cabeça (com refrigerantes e/ou água).
O salão é amplo e bonito (para 120 pessoas) e o atendimento simpático sem ser invasivo. 
Couvert (R$9,8) - Abobrinhas marinadas e grelhadas, tomate seco enrolados em abobrinhas, conservas de pimentão e beringela, vinagrete, cenouras frescas, torradas, manteiga e um molho adocicado que não identifiquei.
Estava tudo bom, nada demais. Pelo preço cobrado, vale a pena.
Costela Suína (R$18,0) - Porção de dez unidades. Tempero simples, muito saborosa. O ponto negativo foi a irregularidade no ponto da costela. Alguns pedaços mais finos, como o da esquerda, estavam bem secos. Outros maiores, como o da direita, estavam suculentos .
Olho de Bife (R$ 88,0 - para duas pessoas) - Corte do contra-filet. Muito bom! O ponto da carne estava bom, mas irregular, pois em algumas partes estava ao ponto e em outras mais para o cru. Não chegou a ser um problema, já que a carne estava por inteira macia, suculenta e saborosa.


Bisteca Fiorentina (R$98,0 - Para duas pessoas) - Uma pena que perdi a oportunidade de fotografar a carne inteira! Para quem quiser vê-la inteira clique aqui (maravilha!).
Um corte alto, bonito e gigantesco, original da toscana, consiste em parte do filet mignon (à dir.) e outra parte do contra-filet, divididas por um osso. O contra-filet estava saborosíssimo, sendo ambas as carnes macias, suculentas e grelhadas à perfeição, com aquele ótimo gosto de churrasco (Talvez um pouco cru para algumas pessoas, não para mim). 
Aliás, sobre esse último ponto, tanto no Rubaiyat quanto no Dinho's umas das coisas que mais me  incomodou foi o gosto de queimado em excesso presente na superfície das carnes, apesar de estarem no ponto correto.  

Acompanhamentos são cobrados à parte, na visita, 2 foram mais do que suficiente para 4 pessoas:
Arroz à Provençal (R$ 18,5) - Com salsinha, alho e manteiga.
Batatas Souffle (R$19,80) - Vou ficar devendo as fotos. Estavam boas.

Saí rolando e estufado de carne!! Mas ainda deu para passar na loja de carnes (anexa ao restaurante) e levar umas linguiças para comer outro dia.

Templo da Carne - Marcos Bassi
Rua Treze de Maio 668 - Bela Vista
Tel: 11 3288-7045
http://www.marcosguardabassi.com.br/ (não se assuste com a música que toca na introdução)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mugui (Márcio)

Localizado em um prédio no início da rua da Glória (Food Center), o Mugui tem como companhia outros restaurantes japoneses como o Sukiyaki House, Sushi Isao, Sushi Gueko etc.
É pequeno, barato, tem ambiente de boteco e é especializado em comida quente (não serve sushis). Conta com a ajuda de simpáticas batians, "avós" japonesas, que servem os pratos e as bebidas.
Simpatizo com restaurantes sem grandes pretensões gastronômicas e ostentação, mas que praticam uma cozinha simples e de qualidade. Infelizmente não foi o caso do Mugui, pelo menos nos pratos que pude provar. 


Ao que interessa:  
Nabeyaki Udon - Shitake, camarões pequenos, kamaboko, cebola, cebolinha, kakiague (tempurá) - Dashi bem ralinho, sem muito sabor e com um fundo de gosto de água suja. A massa do tempura estava muito dura e seca, não combinava com o prato.
Quer comer um bom Nabeyaki? Vá ao Kaburá
Mugui Lamen  -  Lombo, omelete, kamaboko e cebolinha - Simples com um toque um pouco forte demais de gengibre, para o meu gosto. Vale pelo preço, que se não me falhe a memória não era mais que R$15. Se bem que o Lamen Kazu me parece uma melhor pedida.

Pedi também meia porção de guioza frito (R$6,0) e achei bem normal, daqueles que você compra nos "Marukais" e faz em casa. 

Não me lembro muito bem dos preços dos pratos, mas o importante é que é tudo muito barato, entre R$12 e 22.

De fato, uma visita é pouco para tirar conclusões definitivas, mas com tanto restaurante à conhecer por aí, uma nova visita fica marcada para um futuro distante. Talvez para provar o karê raisu que um casal na minha frente provou e pareceu gostar.  


Mugui
Rua da Glória 111, 1° andar sala 11
11 3106-8260

terça-feira, 8 de junho de 2010

Marina Di Vietri (Márcio)

Dezembro do ano passado havia lido, em alguma revista ou blog, à respeito desse restaurante e marquei na minha lista de próximos. Um mês depois fui visitá-lo. Cheguei na rua marcada e não o encontrei. Dei uma volta à pé e nada...Só tinha uma residência dessas de família, sem número, sendo reformada e outros restaurantes ao redor. Desisti achando que tinha anotado o número errado.
Semana passada me lembrei desse fato e fui pesquisar na internet o número correto. Cheguei lá no local e entendi tudo... A casa estava lá no mesmo lugar, Marina Di Vietri, "recém" reformada, agora com um devido letreiro em frente.
Ao entrar na casa, ao pé da porta, um simpático senhor italiano com voz de mafioso, que acredito ser o dono,  nos recebeu e nos encaminhou à mesa. A casa é pequena, devem caber umas 40 pessoas no máximo, e o atendimento foi amigável e atento.

Ao que interessa:
Couvert (R$8,0 pessoa) - Conservas de berinjelas, mini cebolas, tomates e abobrinhas. Acompanha pão italiano. - Ácidas, com textura de frescas e bem temperadas. Ótimos acompanhamentos para o pão. Destaque para as abobrinhas picantes e as minis cebolas adocicadas. 
Espaguete ao Vongole e Vinho Branco (R$36,0) - O cardápio é deveras extenso. Prefiro os mais concisos de preferência com 2 páginas. Mas enfim, resolvi facilitar minha missão e perguntei ao garçom qual seria a indicação. Que respondeu de bate-pronto o nome do prato acima. Eu, é claro aceitei no mesmo segundo.
Massa al dente e vongoles bem temperados. Um ótimo gosto de mar ácido e apimentado.    
Nhoque a la Sorrentino (R$ 28,0) - Nhoque de batata com molho de tomate e mussarela de buffala derretida por cima. Com certeza não é daqueles pratos que ficariam marcados na memória, mas é simples, caseiro e gostoso.


Tiramissu (R$10,0) - Feito na própria casa com creme de leite, mascarpone, bolacha, café e chocolate em pó. Ainda hei de provar e conhecer il tiramisù reale, lá na terra de origem. Mas enquanto isso fico bem satisfeito com esse aí. 

Uma casa italiana sem frescuras com comida boa e preços justos. Voltarei para conhece-la melhor.

Marina di Vietri
Rua Comendador Miguel Calfat 398
tel: 11 3045-4589

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sendai (Márcio)

Nem só de sonhos vive a Liberdade... É claro!
Assim como quase todos os restaurantes japoneses do bairro, este possui um ambiente simples, porém bem conservado e limpo.
O atendimento do dia eu classificaria como sendo bruto-amigável. Você não consegue decifrar se a atendente é uma pessoa brava que está tentando ser simpática ou se é uma pessoa simpática tendo um dia de péssimo humor. Chega a ser interessante.

Pedimos o Teishoku Especial Sendai (R$130,0), suficiente para 3 pessoas:
- Sushi e Sashimi - Dos peixes se salvavam apenas os salmão e o sashimi de atum (esq. superior). Já o shari (arroz do sushi) estava com um gosto ácido forte demais, do vinagre, e com o arroz passado do ponto de cozimento.   

- Yakisakana - Anchova Grelhada - Difícil explicar. Sem tempero, consistência flácida, cor da carne meio rosada (não sei o porquê). Talvez rançoso seja o adjetivo. Não conseguimos terminar de comer.

- Tempurá - Vinha com 3 camarões médios, abobrinha, cenoura, quiabo, cebola, couve-flor e batata doce. Acompanhava o tradicional molho de tempurá, com dashi, shoyu e mirim. Estavam gostosos.    

- Missoshiru (sopa de misso) - Um pouco sem gosto, chuto dizer que o dashi não estava bem feito.

De fato é uma refeição completa, mas a cozinha me pareceu bem desleixada.

Sendai
Rua da Glória 148, Liberdade
http://www.restaurantesendai.com.br/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Huto II (Márcio)

O sushiman Cassio Hara não trabalha mais no Huto. Em seu lugar foi contratado um ex integrante do balcão do Shin-Zushi, Lucas. Que trouxe consigo algumas características do local. 
Na minha visita, o niguirizushi veio com um formato bem parecido. O corte do peixe, antes mais comprido e espesso, agora está mais fino e mais moldado ao shari (arroz do sushi). A marca do arroz também mudou, mas meu paladar ainda não chegou ao nível de perceber a diferença. 
Contudo, as semelhanças com o Shin-Zushi param por aí. O tempero do shari e as variedades de sushi continuam seguindo a mesma linha. Enquanto no Shin-Zushi o tempero é suave para o salgado e predominam versões mais tradicionais de sushi, no Huto o tempero é mais para o doce e há mais variedades para o lado "moderno", como os niguirizushis de atum com azeite trufado ou com foie gras.
O preço também continua o mesmo, quase metade do Shin-Zushi.

Obs: No excelente Shin-Zushi nada muda. O balcão continua comandado por Ryoichi Yamashita.


Huto
Av. Jandira 677 Moema
http://www.hutorestaurante.com.br/