quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Zena Caffè (Márcio)

Há tempos estava querendo conhecer a nova casa dos sócios Carlos Bertolazzi e Juscelino Pereira (Piselli), o Zenna Caffè.
O chef Bertolazzi, há alguns anos atrás, através de um concurso promovido pela marca de azeites Borges, ganhou um estágio de 1 mês no famoso restaurante El Bulli. Durante esse estágio, ele manteve um blog que contava o dia dia da cozinha mais concorrida do mundo.
Foi um dos primeiros blogues interessantes que eu comecei a acompanhar, pena que durou somente o período do estágio, obviamente.
Mas o que realmente tinha despertado a minha vontade de conhecer o restaurante foi o estágio que ele fez no Piazza Duomo, que recebeu a cotação mais alta do Gambero Rosso e uma estrela pelo Michelin, em 2007.
Enfim... posso afirmar que a expectativa se confirmou. Com certeza voltarei mais vezes para experimentar os outros pratos do cardápio.
Cozinha: Italiana Preço: Entrada + Prato Principal + Sobremesa + Água = R$40-70. Serviço: Eficiente e gentil. (estava relativamente vazio no dia da visita) Ambiente: Simples e agradável.- Couvert - Palito com aroma de alecrim. É por conta da casa.

- Seleção das Focaccias da casa - (esq. para dir.) (i) Cebola (ii) Tomate, cebola, anchova, alcaparra e azeitona (iii) Azeitona - Todas deliciosas.

- Gnocchi al Pomodoro con Fonduta di Stracchino (R$ 22,5 peq/ R$32,5 normal) - Destaque da visita, perfeito! A massa com gosto de batata não era farinhenta, o molho era de tomates frescos e o delicioso queijo Stracchino, típico da Itália, é cremoso e de sabor delicado. - Pene All´Arabbiatta - Salame feito no restaurante, pimenta biquinho, azeitonas pretas

A sobremesa, que não esperou para ser fotografada, foi a gostosa Foccacia Dolce con le Pesche (Massa de focaccia doce umedecida com rum e recheada com pessegos e sorvete de creme).

Zena Caffè Rua Peixoto Gomide, 1901 - Jardins Site: http://www.zenacaffe.com.br/novo/index.html

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Melhor risoto da minha curta história!! (Márcio)

E quem afirma isso não sou eu, é a minha totalmente imparcial esposa!
De duas uma, ou meus risotos anteriores foram horríveis e este é um pouco melhor, ou os ingredientes, dessa vez, realmente ajudaram.
Risoto de Funghi Secchi com "Fígado Gordo" de Pato
Não vale a pena explicar o modo de preparo, pois este risoto seguiu novamente o processo básico. Porém vale destacar os ingredientes utilizados, já que eu realmente acredito ser a segunda alternativa a verdadeira causadora do elogio. - Funghi Secchi da marca brasileira Mastroianni. (deixa o caldo muito saboroso!) - Bloc de foie gras* de Canard da marca Francesa Rougié, que é um bloco cozido composto de 98% ou mais de foie gras.
A idéia de usar pedaços de Foie Gras no risoto ao funghi veio do prato homônimo que experimentei no restaurante La Risotteria Alessandro Segato (no qual, diga-se de passagem, não fui bem atendido nas minhas 2 visitas, mas isso não vem ao caso). Testei porque tinha achado que combinou bem com o gosto do funghi e pude comprovar pelo risoto feito que realmente combina muito bem.
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*Questão Foie Gras!
Apesar de ser uma delícia já fui alertado pelos conselheiros de plantão sobre os maus tratos a que são sujeitos os gansos e patos nas suas últimas semanas de vida para que o fígado atinja tal sabor.
Toda a discussão gira em torno da finalização do processo de engorda do fígado, que é chamado pelos franceses de finition d'engraissement e, segundo o wikipedia, envolve ingestão ministrada por um tubo, de 20 a 30 cm de comprimento, introduzido forçadamente até o esôfago do animal.
O fígado engorda a tal ponto que chega a pressionar as costelas do coitado. Não preciso falar da dor que o bicho sente, justo em seus últimos dias de vida.
Enfim, até novos dados e descobertas, o uso do Foie Gras na minha cozinha teve vida curta, assim como o melhor risoto da minha história.
Pode ser hipocrisia parar de usar o foie gras e continuar comendo ovos, mas por enquanto é o que dá para fazer...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Beth Cozinha de Estar (Márcio)

Já tinha lido à respeito e já tinha passado, bem curioso, diversas vezes em frente ao local há alguns anos, mas havia apagado a existência do restaraunte da memória. Foi então que semana passada, folheando o recém publicado "Veja - Comer e Beber 2009" vi que o restaurante Beth Cozinha de Estar tinha recebido 4 indicações para o prêmio de Melhor Coziinha Rápida. E não é que a propaganda surtiu efeito? No almoço de sexta passada lá estava eu!
Cozinha: Variada Preço: Almoço - Buffet+ Sorvete + Bebida= R$45-50. Serviço: Eficiente e gentil. Ambiente: Simples e agradável, mas um pouco apertado.

A frente do estabelecimento é prensada pelas duas lojas vizinhas, mas a cozinha envidraçada no andar de cima é um belo cartão de visitas.

Segundo a Veja São Paulo, "depois de passar anos administrando a clínica médica do marido e se dedicar à criação dos filhos, Beth Branco decidiu que era hora de ir atrás de um antigo sonho: cozinhar profissionalmente".

Funciona em sistema de buffet (daqueles tipo all you can eat) por R$39.

De tempero bem equilibrado, as comidas, que parecem ter sido preparadas com muito cuidado, são controladas de perto pela própria Beth. Mas você pode me perguntar - Como eu sabia quem era a Beth? Basta acessar o site do restaurante, tem a foto da própria, não tem erro.
Ela mesma me indicou um saboroso e forte molho de pimenta para colocar em cima do cassoulet, que estava muito bom por sinal.
O Filet à Parmegiana é montado na hora, sendo o parmesão derretido em formato achatado de chips.
O destaque fica por conta da batata frita, que como vocês podem notar ela aparece nos meus únicos dois pratos. Minha esposa não gostou muito, pois achou um pouco gordurosa. Eu achei também, além de ser crocante por fora e cremosa por dentro! humm!
Havia também bacalhau com batatas, pastéis e frango com um molho que não me recordo o nome. Além de se esbaldar no buffet, o comensal ainda pode pedir uma porção de massa caseira, preparada na hora sendo que o molho já fica pré-aquecido. Pedi uma porção de Tortellini de Zucca (abóbora) com manteiga noissette (famosa brown butter) e sálvia (feito na hora). No geral estava bom, o ponto da massa estava ótimo, mesmo na correria de um almoço de sexta, mas achamos que o doce da abóbora estava um pouco demais e brigava com a mateiga.
Não inclusos no buffet eram os sorvetes italianos da Diletto, para experimentar pedimos o de pistache, que segundo o folhetinho era feito com os premiados pistachios verdes que ficam aos pés do vulcão Etna (R$6,00!!)! Meio espumoso demais e sem gosto, apenas no final que se pode sentir um gosto bom de pistache. Prefira o sorvete de pistache da sorveteria Vipiteno , nas proximidade do restaurante.
Beth Cozinha de Estar
Endereço Rua Pedroso Alvarenga , 1061; Bairro Itaim Bibi;

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Risoto de gorgonzola e pêras. (Márcio)

Lembram daquele vinho do prato paraguaio de alguns posts atrás? Na ocasião ele nao havia combinado muito bem com a comida (Saint-Peter com Dill).
Pois então, no dia seguinte, fizemos um risoto com gorgonzola e pêras e incrivelmente, pelo menos para mim que não entendo nada, o vinho hamonizou muito bem! Até parecia outro.
Pode parecer besta, mas isso me fez lembrar daquele filme da Disney, o Ratatouille, principalmente quando o rato principal ensina o rato-irmão gordaço a apreciar os sabores que são criados ao se combinar ingredientes diferentes, queijo com uvas no caso, se eu não me engano.
O Risoto

Esse risoto seguiu o processo básico, com a única diferença que ao invés de colocar o vinho branco no ínício do processo, eu aqueci o vinho e o gorgonzola em uma panela separada e despejei no arroz ao final do processo. A perâ adicionei por último, logo antes de servir. Ficou bom! Só acho que poderia ter ficado um pouco mais cremoso e ter usado um queijo de melhor qualidade. A idéia dos ingredientes foi tirada desta receita, mas usei creme de leite fresco ao invés do de lata.

Vinho: Bicentenário de Chile 2006 - Camenére, Casa Dañoso - Reserva.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Shokuji RWSP - Consolidado

Depois de uma agrádavel maratona gastronômica por 5,9% dos restaurantes inscritos no Restaurant Week, o balanço geral da experiência foi bom e péssimo, respectivamente para mente e corpo.
Se o sistema adotado de avaliação das visitas por notas fosse realmente objetivo, realizado por pessoas que dominassem gastronomia e reflexo de uma curva normal, poderíamos dizer que a nota geral da experiência foi 6,0 (média das visitas) com um desvio padrão de 2,5, ou seja, arriscado mas acima da média da população.
A seguir os ganhadores:
* 2 restaurantes foram visitados pelo blog durante o evento, mas não foram postados:
- Quinta do Museu- Nota: 6
- El Pátio - Nota: 7
Seguem fotos do agrádavel ambiente do restaurante Quinta do Museu.
- Belo "quintal" arborizado do restaurante, cujas instalações ainda permitem um bonûs de poder visitar a exposição do Museu.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Rei do Abadejo (Victor)

Hola leitores, Agora uma dica minha que realmente vale a pena (não que as outras fossem ruim)!!! Conheçam o A Praiano, o "Rei" do Abadejo (ou seria Badejo). Já fui nesse restaurante umas 4 vezes, nas idas e vindas de algumas empresas na região, e nunca me decepcionei. O "Abadejo a Toscana" é uma delícia, o peixe na grelha sempre no ponto certo, suculento, um bom brócolis cozido, arroz e batatas coradas. Simples e gostoso. Atendimento rápido e preço justo, R$ 42,00 a porção que serve muito bem 2 pessoas com muita fome ou 3 pessoas pequenas.
Endereço: Estrada Velha do Mar,1549 Riacho Grande (unidade I), sendo que existe uma segunda unidade que eu nunca fui.
Abraços a todos PS: me perdoem pela qualidade da foto, mas meu celular está limitado a 3,2 MP.